AQUELA VELHINHA NA CENTRAL DO BRASIL
Sabe aquele dia que você pensa: Ah! Hoje vou mais cedo para o trabalho.
Então... Tudo acontece.
Pego o ônibus, abro meu livro e começo a ler. Entra uma daquelas vendedoras de cartões de mensagens com seu discurso padronizado. Ouço o discurso, leio os cartões, corrijo os erros de português mentalmente e não compro nenhum cartão (às vezes eu compro pra ajudar. Já posso ir pro céu? :P).
Em seguida entra o vendedor de balinhas, mais blablabla...
Quando tudo parece voltar à normalidade e enfim abro meu livro novamente, eis que todos ouvem gritos estridentes de uma moça no interior do ônibus. Ela estava falando ao celular perto da janela e o ladrão que tá ali pra fazer o seu "trabalho" não perdeu a oportunidade.
A leitura do livro terminou ali, claro. Nenhuma chance de concentração.
Enfim, o ônibus aproxima-se da Central. Ufa! Hora de descer pra pegar a próxima condução. Mas, antes que eu desça, uma velhinha com aparentemente 80 e poucos anos de idade, sacolinha na mão e desacompanhada me pergunta se irei atravessar a Presidente Vargas até a estação de trem. Eu teria que pegar o ônibus no mesmo ponto em que desceria, mas digo que posso atravessar com ela.
Na travessia, naqueles poucos minutos. pergunto-lhe porque ela está desacompanhada. Ouço sua história com atenção, seguro as lágrimas e pergunto-me:
Por que encontramos pessoas que nos comovem tanto, mas provavelmente não teremos mais a possibilidade de vê-las novamente?
Certamente meu dia vai ficar marcado pelo desespero daquela moça sendo roubada e pela fragilidade daquela velhinha tão sozinha ali.
Sabe aquele dia que você pensa: Ah! Hoje vou mais cedo para o trabalho.
Então... Tudo acontece.
Pego o ônibus, abro meu livro e começo a ler. Entra uma daquelas vendedoras de cartões de mensagens com seu discurso padronizado. Ouço o discurso, leio os cartões, corrijo os erros de português mentalmente e não compro nenhum cartão (às vezes eu compro pra ajudar. Já posso ir pro céu? :P).
Em seguida entra o vendedor de balinhas, mais blablabla...
Quando tudo parece voltar à normalidade e enfim abro meu livro novamente, eis que todos ouvem gritos estridentes de uma moça no interior do ônibus. Ela estava falando ao celular perto da janela e o ladrão que tá ali pra fazer o seu "trabalho" não perdeu a oportunidade.
A leitura do livro terminou ali, claro. Nenhuma chance de concentração.
Enfim, o ônibus aproxima-se da Central. Ufa! Hora de descer pra pegar a próxima condução. Mas, antes que eu desça, uma velhinha com aparentemente 80 e poucos anos de idade, sacolinha na mão e desacompanhada me pergunta se irei atravessar a Presidente Vargas até a estação de trem. Eu teria que pegar o ônibus no mesmo ponto em que desceria, mas digo que posso atravessar com ela.
Na travessia, naqueles poucos minutos. pergunto-lhe porque ela está desacompanhada. Ouço sua história com atenção, seguro as lágrimas e pergunto-me:
Por que encontramos pessoas que nos comovem tanto, mas provavelmente não teremos mais a possibilidade de vê-las novamente?
Certamente meu dia vai ficar marcado pelo desespero daquela moça sendo roubada e pela fragilidade daquela velhinha tão sozinha ali.
Esperei ela entrar na estação e parti.

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