SOBRE O ORGULHO HUMANO
Orgulho gay.
Orgulho hétero.
Vejo pessoas discutindo sobre esses dois posicionamentos.
Em minha opinião – que ninguém pediu, mas eu dou mesmo assim, pois é o que todos aqui fazem – ambos são ridículos ou no mínimo desnecessários.
Em primeiro lugar porque não sinto orgulho nenhum em pertencer à classe humana. E antes de qualquer coisa esses dois grupos, apesar de suas peculiaridades pertencem a essa mesma classe, que tem pouco do que se orgulhar.
Segundo o dicionário (um objeto bem interessante que poucos conhecem e/ou fazem uso dele) o verbete orgulho designa: 1. Sentimento de dignidade pessoal; brio; altivez. 2. Amor próprio demasiado; soberba.
Sentir dignidade pessoal seria até válido. No entanto, o tal do amor próprio demasiado que cada grupo nutre por si acaba por gerar a intolerância.
Dessa forma, assim como os negros foram discriminados no passado (?), é compreensível que a classe homossexual se valha deste termo buscando afirmação e dignidade pessoal, mostrando-se como ser que merece respeito e que não deveria sentir vergonha de sua condição sexual, sentindo, portanto, orgulho da mesma.
Sentindo-se “ameaçados” os heterossexuais resolveram então bradar aos quatro ventos que eles também podem dizer que têm orgulho de ser algo que já é a parte mais forte, com todas as regalias que têm direito, que ao contrário das minorias não precisam se preocupar tanto com toda essa autoafirmação.
Eis a grande diferença.
Por que fazer questão de dizer que tem orgulho de algo que já está firmado como tal? Algo que já está posto como a maneira “correta” de ser?
Orgulho de ser branco? Orgulho de ser homem? Orgulho de ser hétero?
Quem pertence à combinação homem/hétero/branco já faz parte, a princípio, de uma classe privilegiada, orgulhosa por ter tido a “sorte” de nascer pertencendo ao que está dentro do que foi condicionado como normal. É totalmente tosco querer medir forças com classes que historicamente foram subjugadas.
Esse amor próprio demasiado que leva a pensar que a classe a qual pertence é a mais importante, que o modo de ser é que está correto sempre levará a toda essa segregação.
Seria bem melhor que heterossexuais e homossexuais não precisassem levantar bandeiras de orgulho, mas simplesmente respeitassem a cada um e a si próprios.
Orgulho gay.
Orgulho hétero.
Vejo pessoas discutindo sobre esses dois posicionamentos.
Em minha opinião – que ninguém pediu, mas eu dou mesmo assim, pois é o que todos aqui fazem – ambos são ridículos ou no mínimo desnecessários.
Em primeiro lugar porque não sinto orgulho nenhum em pertencer à classe humana. E antes de qualquer coisa esses dois grupos, apesar de suas peculiaridades pertencem a essa mesma classe, que tem pouco do que se orgulhar.
Segundo o dicionário (um objeto bem interessante que poucos conhecem e/ou fazem uso dele) o verbete orgulho designa: 1. Sentimento de dignidade pessoal; brio; altivez. 2. Amor próprio demasiado; soberba.
Sentir dignidade pessoal seria até válido. No entanto, o tal do amor próprio demasiado que cada grupo nutre por si acaba por gerar a intolerância.
Dessa forma, assim como os negros foram discriminados no passado (?), é compreensível que a classe homossexual se valha deste termo buscando afirmação e dignidade pessoal, mostrando-se como ser que merece respeito e que não deveria sentir vergonha de sua condição sexual, sentindo, portanto, orgulho da mesma.
Sentindo-se “ameaçados” os heterossexuais resolveram então bradar aos quatro ventos que eles também podem dizer que têm orgulho de ser algo que já é a parte mais forte, com todas as regalias que têm direito, que ao contrário das minorias não precisam se preocupar tanto com toda essa autoafirmação.
Eis a grande diferença.
Por que fazer questão de dizer que tem orgulho de algo que já está firmado como tal? Algo que já está posto como a maneira “correta” de ser?
Orgulho de ser branco? Orgulho de ser homem? Orgulho de ser hétero?
Quem pertence à combinação homem/hétero/branco já faz parte, a princípio, de uma classe privilegiada, orgulhosa por ter tido a “sorte” de nascer pertencendo ao que está dentro do que foi condicionado como normal. É totalmente tosco querer medir forças com classes que historicamente foram subjugadas.
Esse amor próprio demasiado que leva a pensar que a classe a qual pertence é a mais importante, que o modo de ser é que está correto sempre levará a toda essa segregação.
Seria bem melhor que heterossexuais e homossexuais não precisassem levantar bandeiras de orgulho, mas simplesmente respeitassem a cada um e a si próprios.
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